Saiba mais sobre essa condição. Muitos pacientes chegam ao consultório sem saber se o que sentem é da vesícula — ou depois de meses convivendo com crises que vinham e iam. A avaliação clínica define o que realmente está acontecendo e qual conduta faz sentido para o seu caso.
Agendar consultaDra. Fernanda Funes
Cirurgiã Geral e Videolaparoscópica — Nuclehum
Reconhecendo o quadro
A dor aparece, geralmente, no lado direito do abdômen — às vezes logo após uma refeição mais gordurosa, outras vezes sem motivo aparente. É comum que passe sozinha e volte dias ou semanas depois.
Quando a pedra bloqueia a saída da bile, o quadro muda: a vesícula inflama, a dor se intensifica e pode surgir febre. Nesse ponto, o risco de complicação aumenta e a avaliação cirúrgica costuma ser indicada.
O diagnóstico é feito pela clínica e confirmado com ultrassonografia abdominal — um exame acessível e sem exposição à radiação.
Dor no lado direito
Geralmente abaixo das costelas, intensa nas crises, podendo irradiar para as costas ou ombro direito.
Náuseas e má digestão
Sensação de que "a comida não desceu bem", especialmente após refeições com gordura.
Crises que voltam
A dor passa e reaparece. Esse padrão repetitivo é um sinal de que a vesícula está comprometida.
Febre nas crises
Indica inflamação ativa (colecistite). Requer avaliação médica urgente.
Achado em exame sem sintomas
Cálculos encontrados em ultrassom de rotina. Nem sempre indicam cirurgia imediata — depende da avaliação individual.
Se algum desses sinais é familiar, a consulta esclarece se é da vesícula e qual é o próximo passo.
Agendar avaliaçãoAlém da pedra
A pedra é a causa mais comum de sintomas, mas não é a única. Outras alterações na vesícula também geram dor, desconforto digestivo e, em alguns casos, indicação cirúrgica.
Colecistite Aguda
Inflamação súbita da vesícula, geralmente causada pelo bloqueio do canal biliar por uma pedra. Provoca dor intensa, febre e pode exigir cirurgia de urgência.
Colecistite Crônica
Inflamação recorrente que causa episódios repetidos de dor abdominal. Com o tempo, pode levar ao espessamento das paredes da vesícula.
Pólipos da Vesícula
Pequenas formações na parede da vesícula, geralmente benignas. Precisam de acompanhamento para avaliar crescimento e descartar alteração maligna.
Discinesia Biliar
Alteração no esvaziamento da vesícula — o órgão contrai com dificuldade ou de forma irregular. Gera dor semelhante à das pedras, mesmo sem cálculos.
Coledocolitíase
Pedra no ducto biliar, fora da vesícula. Pode causar icterícia, dor intensa e pancreatite. Requer avaliação especializada e, frequentemente, intervenção cirúrgica.
Câncer de Vesícula
Condição rara, mas grave. Pode surgir a partir de inflamações crônicas ou pólipos. O diagnóstico precoce é determinante para os resultados do tratamento cirúrgico.
Em todos esses casos, a investigação começa pela consulta clínica e pela ultrassonografia abdominal. A conduta — cirúrgica ou não — depende sempre do quadro individual de cada paciente.
Indicação e procedimento
Quando a cirurgia é indicada
Dor frequente ou crises que se repetem, mesmo com tratamento conservador
Inflamação confirmada da vesícula (colecistite aguda ou crônica)
Cálculos maiores ou múltiplas pedras com sintomas associados
Complicações como coledocolitíase ou pancreatite biliar
Em alguns casos, mesmo sem sintomas, quando o risco de complicação é avaliado como alto
Pólipos com crescimento progressivo ou características de risco
Técnicas disponíveis
Videolaparoscopia
Técnica minimamente invasiva realizada por pequenas incisões, com câmera de alta definição guiando todo o procedimento. A vesícula é retirada inteira, junto com os cálculos.
Alta hospitalar geralmente em até 48 horas
Cicatrizes discretas
Retorno às atividades entre 7 e 10 dias
Baixo risco cirúrgico para a maioria dos pacientes
Cirurgia Robótica
Evolução da videolaparoscopia, com visão tridimensional e movimentos de precisão milimétrica. Oferece menor trauma nos tecidos e pós-operatório mais confortável.
Maior precisão em casos mais complexos
Visão ampliada e tridimensional do campo cirúrgico
Recuperação mais rápida e menos desconforto
Resultado estético superior
Cirurgias realizadas em
Hospital Beneficência Portuguesa — São José do Rio Preto
Dra. Fernanda Funes
CRM 118.667 | RQE 33.076
A cirurgiã
A Dra. Fernanda Funes é cirurgiã geral com experiência em cirurgias do aparelho digestivo e da parede abdominal, atuando com técnicas minimamente invasivas — videolaparoscopia e cirurgia robótica.
Atende na Nuclehum Clínica Médica, fundada em 2003 pela família Funes. As cirurgias são realizadas no Hospital Beneficência Portuguesa de São José do Rio Preto.
Formação
Especialização em Cirurgia Geral
Especialização em Cirurgia Videolaparoscópica
Mestrado em Ciências da Saúde
Mais de 20 anos de experiência clínica
Dúvidas frequentes
Como saber se tenho pedra na vesícula?
O sintoma mais comum é dor no lado direito do abdômen, que piora após refeições gordurosas. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal — exame simples, disponível na maioria das clínicas e sem exposição à radiação.
Próximo passo
Cirurgias realizadas com experiência, técnica minimamente invasiva e acompanhamento em cada etapa. Atendimento por convênios e particular.
Nuclehum Clínica Médica · Rua Amadeu Segundo Cherubini, 493 · São José do Rio Preto